A Dafra esta fazendo medo nas gigantes do mercado Honda e Yamaha. Com um investimento considerável na sua fábrica, em divulgação e parcerias mercadológicas como a com o Itau (para parcelamento das motócas), a Dafra Motos saiu do nada e caiu no gosto das classes C e D.
Segundo Mário Sergio Franco, diretor-geral do Grupo Itavema (que inclui a montadora), a Dafra deve produzir 60 mil motos em 2008 e 90 mil em 2009: “Nossa filosofia é crescer de forma contínua e sustentável. Vamos investir na ampliação da capacidade de produção da fábrica, consolidação da marca e no desenvolvimento de novos produtos que se adaptem à preferência dos consumidores”.
O público-alvo da Dafra é composto por assalariados que usam a motocicleta como meio de transporte cotodiano e também para o lazer — além de jovens que utilizam o veículo para ir à faculdade, por exemplo. “Queremos oferecer independência de locomoção e ampliar a auto-estima de nossos clientes”, disse Franco.
Os produtos
Inicialmente a Dafra produzirá e comercializará quatro modelos (três motocicletas e um scooter). O modelo street, a Speed 150, que poderá representar 40% das vendas da empresa, chegará ao consumidor final com preço de R$ 4.990.

O portfólio da montadora ainda conta com um modelo street básico de 100 cc (Super 100, a R$ 3.290), um scooter (Laser 150, a R$ 5.990) e uma custom (Kansas 150, a R$ 5.590), também de 150 cc. A montadora promete ainda para esse ano uma outra custom — só que com 250 cc — e três quadriciclos (50 cc, 150 cc e 250 cc).


Os principais parceiros asiáticos da Dafra são Loncin, Lifan e Zongshen. Importadas da China em lotes CKD (”completely knocked down”, ou seja, totalmente desmontadas), as motos foram testadas por técnicos brasileiros. Disso resultou que mais de 60% do modelo Speed foi alterado, para adequação ao gosto do brasileiro. As principais modificações ocorrem no chassi, design, suspensão e motorização.
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